2009-10-05

Como se sair da delicada situação de ser vítima de assédio sexual no trabalho - by Max Gehringer

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 05/10/2009, sobre um tema muito sério e sem uma solução definitiva: o assédio sexual.

Áudio original disponível no site da CBN (link aqui). E se você quiser ler os comentários anteriores do Max Gehringer, publicados aqui, basta clicar neste link.

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Como se sair da delicada situação de ser vítima de assédio sexual no trabalho

assédio sexual no trabalho
Um caso sério de uma ouvinte igualmente séria. Ela escreve: "Meu superior imediato quer sair comigo. Ele vive insistindo e eu venho recusando, mas ele não desiste. O que eu posso fazer para que ele pare com essa conversa, sem que eu seja prejudicada em meu emprego?"

Bom, eu imagino que esse "sair comigo" não tem a conotação de "encontro em locais públicos para que vocês dois possam se conhecer melhor, e em breve tempo planejar casar e constituir uma família, dentro dos princípios morais da sociedade". Se não for isso, então é assédio sexual. Seu superior está se aproveitando do posto hierárquico para pressionar você a fazer algo que nada tem a ver com o trabalho, e que você não deseja fazer.

Como resolver, é fácil. Você deve escrever uma carta ao setor de RH da sua empresa, denunciando o fato. Em seguida, deve registrar essa carta num cartório, para que fique comprovado que você ainda era empregada efetiva na data em que a carta foi enviada. Se você vier a ser dispensada, que é a pior hipótese, a carta lhe daria fundamentação para procurar um advogado e mover um processo contra a empresa e o superior, e exigir uma indenização.

Aí vem a segunda parte, que já não é tão simples. O que você irá dizer numa futura entrevista de emprego? O que você irá responder se o entrevistador eventualmente lhe perguntar se você está movendo algum processo contra uma ex-empresa?

Quando um entrevistador se vê diante de uma candidata que processou um superior por assédio sexual, há uma boa possibilidade de que a candidata seja descartada. E mesmo que o entrevistador decida ligar para sua ex-empresa e perguntar o que aconteceu, certamente o setor de RH não dará referências positivas a seu respeito. Por um motivo óbvio: conivência. Você havia mandado uma carta denunciando o assédio, e o setor de RH permitiu que você fosse dispensada, por algum outro motivo que não tinha nada a ver com a real situação.

Fazer a denúncia e levar o caso adiante, lhe trará dores de cabeça. Por outro lado, se pessoas como você se mantiverem caladas, diante de agressões desse tipo, ou apenas pedirem a conta, a impunidade irá aumentar.

Em resumo, só você pode decidir o que fazer. E a sua decisão vai depender de sua coragem para fazer o que muitas mulheres, por receio das inconveniências, pessoais e profissionais, preferem não fazer.

Max Gehringer, para CBN.

5 comentários:

Ana P. disse...

Conselho bem fiadaputa, como todos os homens.

Melhor do que falar "só vc pode decidir o que fazer" é não falar PORRA NENHUMA.

Andarilho disse...

Quanta revolta nesse coraçãozinho. Huauahuha

Ana P. disse...

Acho que eu apliquei no comentário a raiva acumulada dos últimos dias e AHUAHUAHUAHUAHUHAUHAU!

Pronto, pronto, passou... ^_^

CintiaYamane disse...

eu dava um soco na cara

Anônimo disse...

Da pro cara de uma vez e resolve o problema rs